A Importância da Comunicação, da Inovação e da Tecnologia na Saúde Feminina — Femtechs

Portal Woman of Wearables

**Val Sátiro Oliveira – Portal Medium

Você já ouviu falar em Femtech?

Femtech (ou tecnologias para saúde da mulher) é um termo aplicado a uma categoria de software, diagnósticos, produtos e serviços que usam a tecnologia com frequência para se concentrar na saúde das mulheres. Setor em expansão, que inclui soluções de fertilidade, aplicativos de rastreamento de período, gravidez e cuidados de enfermagem, bem-estar sexual feminino e cuidados com a saúde do sistema reprodutivo (Wikipédia)

Resumindo, são empreendimentos como o que estou aí na batalha, e temos missões semelhantes: tornar as experiências específicas para as mulheres, tão impressionantes quanto necessárias e possível, pela saúde digital.

A tecnologia melhorou quase todos os aspectos de nossas vidas, do transporte e educação à ciência e comunicação, mas aparentemente um segmento foi ignorado: a saúde das mulheres, desde a experiência do parto até outros acompanhamentos.

Nasceram assim, empresas que usam a tecnologia para criar produtos “de mulher para a mulher”, criando-se então, o termo “femtech”, o conceito de categoria de saúde feminina digital é relativamente novo. Femtech foi criada em 2016 por Ida Tin , uma empresária dinamarquesa, que fundou o Clue, um aplicativo de rastreamento de período e fertilidade. Como indústria, a femtech engloba amplamente qualquer ferramenta de saúde digital, ou padrão voltada para a saúde da mulher, incluindo wearables, dispositivos médicos conectados à Internet, aplicativos móveis, produtos de higiene e outros — Wikipedia

Eu não conhecia o termo, até meados de 2019, quando em pesquisas, me vi no conceito, pelo meu próprio histórico e propósito — vejam algumas entrevistas minhas sobre:

  • Estadão Mulheres Positivas — entrevista sobre minha saúde e o motivo do meu empreendimento, em Caderno Voltado às Mulheres no Estadão.
  • Women for Wearables — Women of Wearables (WoW) é uma organização global líder com o objetivo de inspirar, conectar e apoiar mulheres e aliados em tecnologias emergentes, como tecnologia vestível, IoT, tecnologias de saúde e demais, também falo um pouco sobre mim e com mais ênfase em minha startup.

O que verifico como um olhar interessante e importante sobre femtech, é a colaboração, que se é necessária para poder compartilhar e escalar nosso trabalho, principalmente pelo engajamento de outras mulheres.

Nós fundadoras de startup´s femtech´s, estamos sempre trabalhando para resolver questões coletivas em vez de individuais, tentamos resolver problemas, alguns semelhantes e comuns, outros mais delicados, e com foco em trazer mais qualidade de vida para nós mulheres, consequentemente a todos que nos rodeiam, como a família.

Ter um número crescente de mulheres, ou iniciativas, no espaço das femtech´s não é algo que vejo como competição; creio que haverão espaços para boas ideias, e acrescento que muitas vezes a “minha possível concorrência”, poderá tornar o meu produto ou serviço, melhor para o o público e mercado feminino, de alguma maneira, para ajudar nós mulheres, a termos uma vida mais saudável, melhor e mais feliz!

Estimativas antes da pandemia, indicam que nosso mercado — contava com mais de 3 mil aplicativos e dispositivos — deveria alcançar US$ 50 bilhões até 2025, com a pandemia, esta projeção aumentou…

Uma nova análise, no período da pandemia realizado pela consultoria Facts & Factors (Ijxdroid), demonstra:

Principais players do mercado:

  • Aparito
  • Ava Science Inc
  • Bloomlife Inc
  • Bonzun
  • Elvie
  • Grace.health
  • Hera Med Ltd.
  • iBreve Ltd.
  • LactApp
  • Mavenclinic
  • NaturalCycles Nordic AB
  • Niramai Health Analytix Pvt Ltd
  • Pregnolia AG
  • SteadySense GmbH
  • TIA — Modern Fertility

As principais players do mercado no mercado, foram analisadas, juntamente com sua visão geral de negócios, operações, localizações geográficas, análise financeira, perfil SWOT, produtos e serviços Carbon Black.

O estudo demonstra ainda, o cenário atual, impacto potencial e análise estratégica da situação, devido ao COVID-19, para a saúde feminina.

Várias comunidades e empresas estão fazendo o possível para funcionar e executar e, eventualmente, enfrentam os desafios levantados pela pandemia do COVID-19 (este foi um dos meus desafios, pois no momento de lançar ao mercado, e atrair investimentos, precisei rever todo o Business Plan e as ações).

A pandemia pelo COVID-19 teve um impacto negativo no tamanho do mercado para o ano de 2020, com pequenas e médias empresas lutando para sustentar seus negócios para o futuro próximo. As líderes da indústria, citadas, assim como outros segmentos, agora estão se concentrando em criar novas práticas de negócios para lidar com situações de crise.

Este estudo analisa especialmente o impacto do surto de Covid-19 no mercado de saúde digital feminina, cobrindo a análise da cadeia de suprimentos, a avaliação de impacto da taxa de crescimento do tamanho do mercado, em vários cenários e as medidas a serem adotadas pelas empresas em resposta à COVID- 19 e a pandemia.

Mesmo com todas as dificuldades no setor da saúde e econômicas mundialmente, em meados de 2020, nasceu a brasileira Oya Care: realizam exame de hormônio antimülleriano (HAM ou AHM), um dos principais indicadores usados para a mensuração de fertilidade feminina. Esse hormônio funciona como um marcador da reserva ovariana, ou seja, da quantidade de folículos armazenada nos ovários da mulher, que são liberados ao longo do ciclo menstrual. É dentro de um desses folículos que o óvulo amadurece. “A fertilidade não é vitalícia. O corpo já nasce com todos os óvulos que serão liberados ao longo da vida fértil, ou seja, eles acabam”, diz Natalia Ramos, médica da Oya (em entrevista a Forbes). Isso significa que, ter acesso a essas informações em tempo hábil, permite que as mulheres possam planejar sua gestação e até prevenir possíveis problemas.

Entre as referências de nós empreendedoras, estão as norte-americanas Modern Fertility, de fertilidade, e a Tia, que se uniram e contemplam ginecologia, atenção primária, saúde mental e fertilização.

Os exemplos acima mostram ainda, que diversos investidores, já perceberam que há uma enorme demanda reprimida no mercado por produtos mais saudáveis para as mulheres, que podem ser produtos ou serviços, não apenas mercadológicos, e também com impacto social, que é a minha proposta, pela Interação Saúde Mulher e o foco da minha startup é pela Educação Preventiva e Cuidados na Saúde Integral da Mulher, com rede de especialistas na Saúde Feminina física, emocional e social (rede de atenção primária, ginecologia / multidisciplinar da endometriose e apoio à mulheres vítimas de violência), via plataforma digital inicialmente.

Obviamente estou atenta as questões de inovações e tecnologias de ponta, porém sou mulher, empreendedora individual, sem recursos financeiros para a empreitada…e sei bem que o desafio cultural e para quebras de paradigmas, para adesão a novas tendências, é muito relevante, então resolvi iniciar por uma espécie de “evangelização”, da minha proposta, consequentemente do nosso meio…

…assim, deixo aqui, em aberto diálogo, onde busco sócios e potenciais investidores, parceria com players na saúde, clínicas médicas e startups, que busquem ou tenham grande interesse em solucionar dores na Prevenção à Saúde e nos Cuidados da Saúde Integral Feminina.

Saúde física, emocional e apoio social, são as bases do nosso processo. “A mulher não vai para o mercado de trabalho se ela não estiver íntegra”, Val Sátiro Oliveira

Val Sátiro Oliveira — Fundadora da Interação Saúde Mulher — www.interacaosaudemulher.com.br

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