Como resolver a lacuna do seguro de vida para mulheres, após o COVID-19?

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**Val Sátiro

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no início de 2020 havia cerca de 100.000 mulheres a mais do que homens no local de trabalho. Isso considerando diversos pontos, sobre a necessidade das mulheres temporariamente constituírem mais da força de trabalho. Porém, quando o emprego feminino ultrapassou o masculino no início do ano passado, era mais orgânico e sustentável. Isso porque tem havido um crescimento constante nos negócios baseados em serviços, que tendem a empregar mais mulheres, e uma mudança de empregos tradicionalmente dominados por homens, em setores como manufatura. Agora, a transformação do local de trabalho com base no COVID está direcionando mais funções relacionadas a serviços e escritórios para o trabalho em casa ou em locais isolados, o que vai acelerar esse desequilíbrio.

Este marco de emprego feminino excedendo o emprego masculino na força de trabalho destaca algumas realidades importantes e difíceis no que diz respeito às tendências de seguro, a saber, que as mulheres tendem a não ter seguro ou ter seguro insuficiente em comparação com os homens. Na verdade, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) levantou que mais de 40% das mulheres não têm seguro de vida. O seguro serve como um recurso importante, na verdade um bem, para as mulheres, à medida que aumenta sua parcela de dependência econômica para si mesmas e para suas famílias. Seja por meio de seguro de vida ou de uma gama de outros produtos, agora mais do que nunca as mulheres têm que se proteger financeiramente e a quem delas depende.

Quando o coronavírus atacou, a fase inicial de perda de empregos atingiu mais as mulheres do que os homens. O Ministério do Trabalho no Brasil, observou que quase 60% da onda inicial de perda de empregos foi suportada por mulheres, o oposto do que aconteceu em outras situações de grandes crises socioeconômicas. De repente, a queda nos níveis de seguro para mulheres teve implicações dramáticas e preocupantes em termos da vida real.

Por que muitas mulheres não têm a cobertura de que precisam e por que o seguro é tão importante para elas? Um dos motivos pelos quais as mulheres muitas vezes não têm seguro, o que infelizmente a indústria, ainda, às vezes reforça, está relacionado ao casamento e remete a papéis de gênero tradicionais e desatualizados. Mesmo hoje, quando as mulheres são casadas com homens segurados, a tendência pode ser as mulheres considerarem suas situações mais seguras do que costuma ser o caso. As mulheres também vivem mais, portanto, precisam de mais recursos e, muitas vezes, não contabilizam custos significativos que terão de ser repostos se sua renda ou a do cônjuge acabarem. Exemplos “caros” incluem despesas com moradia, creche, saúde e faculdade. A maior longevidade das mulheres também pode diminuir seu interesse na cobertura, embora muitas não percebam que isso também resulta em prêmios mais baixos. O que também ocorre, no caso de divórcio de um cônjuge segurado, as mulheres simplesmente deixam de pensar na necessidade de seguro porque muitas outras coisas importantes estão acontecendo em suas vidas ocupadas. Uma outra pesquisa do mercado de Investimentos, mostra que os impactos das questões financeiras não são apenas financeiros. Descobriu-se que 70 por cento das mulheres trabalhadoras que disseram ter sido afetadas por estresse financeiro também tiveram dificuldade em controlar sua dieta e exercícios, tinham quase um terço mais probabilidade de ficar acima do peso, e estavam com seu psicológico “abalado”.

O coronavírus expôs a realidade de que o risco está sempre presente e que as desigualdades tradicionais nos níveis de seguro para mulheres devem e podem ser abordadas de maneira mais eficaz e baseada em dados. A falta tradicional de dados estruturados ou direcionados para a indústria criou obstáculos difíceis no passado, mas essas barreiras estão sendo eliminadas e o setor está intensificando a integração de tecnologias emergentes para ajudar as clientes do sexo feminino.

As tecnologias atuais para a indústria de seguros, impulsionadas por insurtechs, estão fornecendo dados e análises em tempo real. Usando o exemplo anterior de divórcio, é um dos muitos pontos de dados excepcionais a serem usados, para lembrar as mulheres sobre os benefícios e a importância do seguro em um momento em que estão lidando com muitas outras questões complexas da vida. A correta informação do setor de seguro para mulheres, aliada à ferramentas de análise, estão transformando o setor de seguros em um setor mais ágil e responsivo. Informações e dados precisos e acionáveis, como risco para mulheres com base em fatores como geografia, idade e estilo de vida, permitem mensagens altamente direcionadas e oportunas. Isso ajuda a indústria a atender melhor a população feminina tradicionalmente mal assegurada, além da contribuição das áreas de Gestão da Saúde e Risco, do setor privado, no caso das colaboradoras.

**Caso precise de informações sobre Seguros Saúde ou de Vida para Mulher, fale comigo…

Val Sátiro Oliveira – Fundadora da Interação Saúde Mulher – FemTech – e parceira em Seguros Saúde e Vida para a Mulher #IsoluxSeguros – www.isoluxseguros.com.br

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